quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ele foi (...)


Aquela tarde, dois corpos, a flor da pele, o meu e o dele, um encontro de emoções, olhares...
Na verdade o que havia ali era um encontro marcado de almas, as nossas almas, uma perto da outra, lembro-me que nos olhávamos e cada olhar se penetrava no outro, era tudo tão profundo, confesso que algumas vezes ele me doía, ele era cheio de coração, muito deles, se é que alguém tem mais de um coração, mas por vezes achei que ele tinha. Ele deitava sobre mim, ficávamos ali minutos em silêncio, era como se eu tivesse de alguma forma protegendo ele, do mundo, das maldades, do medo... 
Você foi lindo, você foi só pertencentemente meu naquele momento, exclusivo e eu te pertencia também. Um pertenceu ao outro... As palavras, que palavras lindas que foram ouvidas e sentidas.O Destino existe e há encontros profundos, inesperados, coisas... Que entram e ficam guardadas na gente, coisas boas. Algo me doeu depois de uns dias, por saber que não poderia dar o que ele queria, que ele merecia, sim, ele merecia algo que o tocasse totalmente, algo completo só para ele. 
Tudo que ficou foi o nosso carinho, essa necessidade de cuidar para sempre um do outro, mesmo que mares e oceanos nos separem... O que ficou foi recíproco e eterno.

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Texto escrito por : Lizandra Martins(04/02/11)

Embalo da Vida.


Ao som envolvente de Chico Buarque, no rádio de pilha debruçado sobre a minha cama cor de marfim, eu ouço ele dizer : - Ninguém, ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar, enquanto eu puder sorrir ... Sentado sobre a minha velha cadeira, deixo a música fluir entre os meus ouvidos, com a mente congestionada de inúmeros pensamentos, dúvidas, aquela coisa de quem pensa demais sabe, pois é, fico assim todos os dias, até mesmo no trabalho, os pensamentos e imaginações dominam meu ser, mas eu não me afobo não, pra que, a vida de fato é curta e sempre que se encontrar brechas pra sorrir, se distrai ou até mesmo participar de uma boa conversa, mergulhe de cabeça.Com meu jeito orgulhoso de ser, por várias vezes não me permitir estas coisas, uma vez ou outra penso comigo mesmo, que por estas curvas da vida, talvez eu tenha deixado o vento levar um amigo, uma paixão ardente, um beijo quente ou até mesmo uma noite de loucuras, pelo fato de ter me curvado, por medo de sentir a intensidade de cada momento.
Talvez a vida ou as pessoas que me deparei no caminho me fizeram perceber tantas coisas e uma delas é saber se deliciar de cada momento vivido, até aqueles mais simples, mas que são cheios de detalhes e cores.Por isso que todo dia, eu digo e repito, vamos viver meu amigo, vamos permitir que a banda entusiasmada ao som da vida possa embalar nossos corações.


Texto por Lizandra Martins(28/08/10).

Voô das sete e meia.


"Meu amor,eu fiquei aqui olhando você ir embora,te vendo entrar naquele avião,sem saber se voltaria,talvez você não volte mais,e fica aqui comigo as inúmeras lembranças,os momentos que vivenciamos,os sorrisos em conjunto,as vezes que eu queria cair e você me segurou,são tantas recordações,e eu deixei um gosto perverso na tua boca,daquele beijo loucamente que dei em você,que quase arranquei teus lábios,com esse fogo todo de desejo,que tenho por ti,te beijei tão intensamente,parecia que eu ja havia previsto que seria a ultima vez que te beijaria,minha vontade era de grudar tua boca na minha,pra sentir sua respiração,bem forte,me fazendo enlouquecer,e quantas noites eu sonhava mesmo ali com você do lado,quando eu deitava a cabeça no travesseiro,derepente vinham sonhos intensos,neles,eu enxergava cada curva do teu corpo,tocava,tinha uma overdose de querer,ai eu acordava,olhava pro lado e você estava ali,durmindo feito um anjo,mesmo desejando tanto de ter naquela hora,eu não te incomodava,deixava durmir,você tinha tido um dia cançativo,respeitei.
Eu te quis até demais,de uma forma muito exagerada,eu queria a todo momento,mas eu me controlava pra você não pensar que eu era louco,não queria te sufocar,tudo que eu queria mesmo,era ter você,muitas vezes,e fazer com que você me desejasse todas as vezes,era muito bom te ter ali por perto,mesmo quando chegava nós dois em casa e ficavamos ali sentados no chão,parados,sem trocar nenhuma palavra,apenas nos olhavamos e parecer que um sentia o que outro queria e quando menos esperava um de nós abraçava um ao outro e permanecia ali,um longo abraço,cheio de encontro e tudo mais.
Você resolveu seguir seu caminho,arrumou as malas,eu nada fiz,apenas aceitei,pois eu te amava e queria ver você bem,mesmo que longe de mim,longe dos meus beijos ardentes,das nossas noites quentes,dos abraços carinhosos,é,eu queria apenas te ver feliz,mesmo que eu não pudesse ver isso mais adiante,por isso te deixei partir no voô da sete e meia ... Te abraçei bem forte,e não disse mais nada,apenas sorri,pra que você levasse uma lembrança boa de mim,um sorriso,sincero e de amor,doeu na primeira noite,mas eu continuei aqui vivo,como estou neste momento,sim,lá se foi mais um amor,mas eu vou esperar,pode ser que na primavera apareca outro pra balançar."
 
Por Lizandra Reis(Junho/2010)