Ao som envolvente de Chico Buarque, no rádio de pilha debruçado sobre a minha cama cor de marfim, eu ouço ele dizer : - Ninguém, ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar, enquanto eu puder sorrir ...
Sentado sobre a minha velha cadeira, deixo a música fluir entre os
meus ouvidos, com a mente congestionada de inúmeros pensamentos,
dúvidas, aquela coisa de quem pensa demais sabe, pois é, fico assim
todos os dias, até mesmo no trabalho, os pensamentos e imaginações
dominam meu ser, mas eu não me afobo não, pra que, a vida de fato é
curta e sempre que se encontrar brechas pra sorrir, se distrai ou até
mesmo participar de uma boa conversa, mergulhe de cabeça.Com meu jeito
orgulhoso de ser, por várias vezes não me permitir estas coisas, uma vez
ou outra penso comigo mesmo, que por estas curvas da vida, talvez eu
tenha deixado o vento levar um amigo, uma paixão ardente, um beijo
quente ou até mesmo uma noite de loucuras, pelo fato de ter me curvado,
por medo de sentir a intensidade de cada momento.
Talvez
a vida ou as pessoas que me deparei no caminho me fizeram perceber
tantas coisas e uma delas é saber se deliciar de cada momento vivido,
até aqueles mais simples, mas que são cheios de detalhes e cores.Por
isso que todo dia, eu digo e repito, vamos viver meu amigo, vamos
permitir que a banda entusiasmada ao som da vida possa embalar nossos
corações.
Texto por Lizandra Martins(28/08/10).

Nenhum comentário:
Postar um comentário